Meu Pet

14/12/2012

O colar elisabetano

Mais conhecido como abajur, este acessório é essencial para bichinhos que acabaram de passar por uma cirurgia, ou estão com alguma lesão
Priscila Ferraz de Mello


O colar elisabetano

Com certeza você já viu algum animalzinho usando este acessório em volta do pescoço. Sejam quais forem os nomes populares dados ao objeto, saiba que ele protege – e muito – o pet em diversos casos. Seu nome real é colar elisabetano, e é muito utilizado em pós-operatórios ou quando o bichinho tem alguma ferida pelo corpo, já que o animal não pode ter acesso direto a este local, pois, ao passar a pata ou lamber, prejudica ainda o período de cicatrização. “Além disso, também é importante utilizá-lo corretamente quando existe alguma lesão ocular ou no ouvido, para que assim o pequeno evite esfregar o rostinho no chão. Já em caso de cirurgias, pode ser necessário, pois o animal fica obrigatoriamente longe dos pontos”, explica Ana Luiza Honório Nagai, médica veterinária da Clínica Fido, em São Paulo.

No começo o colar elisabetano é incômodo, pois os animais não estão acostumados, mas basta um curto período de tempo para se adaptarem. “No começo muitos não comem, não fazem xixi e só ficam deitadinhos. Depois da adaptação, volta tudo ao normal. Só os gatos que não se acostumam facilmente, muitas vezes sendo preciso retirar para que eles voltem às atividades”, afirma Ana Luiza.

Situações diferentes
E o tempo necessário para o uso vai depender de cada caso. Lesões oculares, operações de catarata, fraturas ou pinos podem ter um pós-operatório mais longo, necessitando um tempo de uso maior. É claro que, como dono, sempre temos dó do animalzinho, que deseja ficar livre de novo. Mas, antes de tirar, pense que aquilo é para o bem dele, e deixá-lo solto antes da hora pode trazer sérios danos à sua saúde.

Mais conforto
Para trazer um pouquinho de comodidade, opte pelo colar transparente, que deixa a visibilidade livre. Além disso, existe também os mais maleáveis e flexíveis que não incomodam na hora do descanso. “É incômodo, mas preciso. Não se esqueça de que existem vários tamanhos, e para que o seu animalzinho fique confortável, seu colar elisabetano precisa caber certinho. O ideal é que fique de três a quatro dedos além do focinho. E para não sair, basta prender as hastes na própria coleira”, finaliza a médica.




Foto: weheartit.com 

Matérias Relacionadas

Ver Todas